
domingo, 30 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

“Lara acordou com a luz da frestinha da janela que entrava. Ela tentou escapar da queles raios de sol quentes e amarelos, sorrindo pra ela. Era alegra demais, quente demais. Claro demais. “
Ontem eu vi ele de novo. Estavamos tão perto, se eu esticasse a mão tocaria nele, e isso me deixou completamente perdida. Afinal eu queria ou não queria estar com ele? Eu quero ou não quero falar com ele? Eu vou ou não vou falar com ele? Se ao menos eu soubesse,
Eu apenas segui com o plano. Sentindomeu coração batendo forte demais- como se pulsasse sangue para fora do meu peito- eu só desviei. Desviei dos braços, dos pés, das mãos, dos olhos dele.
Fui até um canto que ele não me veria. E ele não me viu mesmo. De lá eu o observei indo e vindo. Por mais que mostre que não , acho que no fundo queria que ele viesse até mim. Acho que.. por mais que diga que não a coisa que eu mais quero no momento é.. ouvir a voz dele.. Falando comigo, me chamando. Mas sou orgulhosa demais pra admitir isso. Então vamos continuar assim. Eu finjo que não te vejo, e você finge que não me ver.
Vamos ver quanto tempo eu posso aguentar, até que morramos por inteiro. Ao menos um pro outro.
Hoje não senti fome. Só dor. É uma dor funda demais. Um buraco.
Mas é acostumável, como a agulha da anestesia.
Se é assim que tem que ser , que seja.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Aterrisando no Planeta Alienígena
Quando se está na estrada, ruma à sua nova vida, o que poderia passar pela sa cabeça? O que passaria pelo seu coração? Enquanto preenchia o porta malas e o banco de trás com caixas e malas não via a hora de acabar. Estava até me tornando chata, parecia criança. Só queria que acabasse logo. Que pudesse entrar no carro e chegar logo aqui. Quanto mais cedo saísse, mais cedo chegaria e mais cedo isso acabaria. Me mantinha firme neste pensamento. Agarrada a ele.
Depois de me despedir do meu tio, fui falar com a minha mãe. Não foi um tchau de verdade, foi mais um: ”ah, até daqui à seis horas, mãe”. E foi recípocro. Ultimas manifestações de carinho e tchauzinhos, fomos cair na estrada. Só eu e meu avô. O bom de viajar com ele é que ele não fala com você. A não ser se você falar com ele. Acho que herdei isso dele, mas nas devidas proporções, claro. Cada vez que eu cochilava chegávamos num pedágio, INCRIVEL. Parece que os pedágios estavam me seguindo. Como se vissem quando eu dormia e brotassem do chão, só pra me acordar.
E então o sol começou a descer, e cegar qualquer um que tentasse olhar pro céu. Nessa hora meu coração apertou. Não sei por que. Talvez as lembranças que a palavra CREPUSCULO trazem à minha mente, não sei. Eu só queria uma coisa naquele momento: SALTAR do carro e voltar correndo. Bater na casa deles e pedir pra ficar lá. Pra sempre, ou quase. Me senti tão bem com ele. Mesmo quando eles não falavam comigo, quando estavam entretidos nas coisas dele, só a presença me acalmava. Meu próprio raio de sol num dia frio. Meu milagre pessoal. Meu amigo. Que até pouco tempo atrás era só mais um conhecido.
Consegui controlar a vontade de pular no carro dormindo. Não que ajudasse muito, já que era só fechar os olhos pra ver eles, todos eles do planeta natal. Imaginando cenas , eu voltando, todos nós juntos . Parecia até que eu não os via à séculos. Como pessoas fazem tanta falta? Acordei quando cheguei aqui. Entrando pelo portão já consegui ouvir o Theo e o Iago no video- game. Primeiro pensamento foi: "Essa não. Lá vamos nós”. Mas depois, quando abri a porta, só senti eles vindo correndo me abraçar. Uma semana sem vê-los e eles já estão assim? Me senti mal por ter pensado aquele primeiro pensamento e o mudei rapidinho. Entrei e coloquei minhas coisas na cama, levei o pão para a cozinha onde
minha avó estava fazendo um caldo. Invernos, mesmo não tão frios são tão .. QUENTES. Gosto do inverno por isso, acho que as pessoas ficam mais juntas. E tenho medo desses proximos 2 meses de inverno nesse lugar unknown. Im gonna stay all alone. For how long??
Aproveitei o pão pra mergulhar no caldo e comer um pote cheinho. Mi nha avó disse que isso é ansiedade. ”Por que ela acha que estaria ansiosa? Por quê?” Sorri sarcasticamente por dentro, e obvío que nao disse nada à ela-.” Minha vida quase não mudou nas ultimas 12 horas. Não at all”. O Theo incrivelmente me deixou jogar PS 2. Soccer. E eu até que fui bem, fiz dois gols. . Pensei o quanto isso deixaria o Trident e o Suflair* de queixo caído, precisa de muiiiita concentração pra controlar 11 bonequinhos que ficam correndo durante dois tempos de 25 min, sem intervalo.
O incrível: cumpri as metas de NÃO olhar no celular se havia novas mensagens DELE. Eu pensava: vou olhar depois da sopa. e consegui me segurar até DEPOIS da sopa. Isso foi realmente INCRÍVEL.
Deu 01:oo am, that means: bub going to bed.
Im still a child. Amanhã vai ser um looooondo dia.
Deut. 31.8
sexta-feira, 29 de maio de 2009
vanilla lace.

Eu olhei, pensei: 'alguém pode pedir'. Então guardei. Ficou uns dias na gaveta de 'coisas para guardar', mais uns no bolso de fora da mochila do colégio. E ninguem pediu. Já tinha pensado em acabar logo com aquilo, ficar guardando pra nada não é bem, ÚTIL. at all. Foi aí que olhei no calendário e percebi o fim de semana se aproximando, junto dele: os amigos de nascença. 'Certo, mais 2 dias não matam ninguém'. Pensando assim, o meti na bolsa e saí pra curtir meu belo fim de semana. Meus irmãos tentaram pegar pra eles mas não deixei. Estava reservado.Só não sabia pra quem.
O dia seguinte foi um dia difícil. O Outro estaria aqui. Não queria nem pensar nisso, mas era inevitável. Como poderia não pensar? Minhas mãos estavam suadas e eu só queria sair correndo. Chegou a hora, e percebi que ele não estava, na verdade.
Que bom. –outro suspiro de alivio - Não que eu quisesse retardar o momento. Na verdade eu não queria nem que o momento existisse. Sentei, daquele mau jeito mesmo, tentando estar normal.
No fim do dia, você apareceu de novo. No meio da MINHA turma. Uma que não era sua. Não de costume. Nem de nada. Você estava lá entretido com eles. Achei estranho, mas que poderia dizer? Que bom que estava lá né?
Aí lembrei do que estava guardando. Já estava pensando em pegar pra mim. E então você pediu: 'Bub, tem chiclete?'. Acho que fiquei uns cinco seg. parada olhando pra você com cara de paisagem. Então você repetiu a pergunta. Eu parei de tentar arrumar o zíper da bolsa. E peguei no bolso pra você. Entreguei e você ainda disse: 'HAHA, o que eu mais gosto' não vou te perguntar como ficou a minha cara. Mas por dentro eu tava rindo demais. E assustada. Foi inesperadamente inesperado.
Era o último, poderia ser seu. Mas então a nova surpresa: 'Bub, tó, metadinha.'
Acho que um chiclete* nunca foi tão saboroso, e nunca durou tanto.
domingo, 10 de maio de 2009
Devolta. Reacordando, agora escolhi. Escolhi levantar e parar de ter piedade de mim mesma. Ninguém gosta de gente assim. Eu não gosto de gente assim.
Acabei de voltar lá de fora. Olhando pela janela, não parecia tão frio assim. Nem tão molhado. Mas só quando se sente o vento cortante com essas gotículas que mais parecem agulhazinhas minúsculas, se percebe quão precioso é este vidro da janela. Que separa o que a gente vê, do que a gente SENTE.
Ah se meu coração tivesse este vidro. Poderia sentir muito menos. Talvez olhar e não sentir absolutamente nada.
"Você está vendo o que está acontecendo? Nós nos entregamos à indiferença. Nada mudou, continuamos como estávamos no final. Nada nos faz rir, nada nos faz chorar. Uma mistura de torpor com indiferença. E eu nem te conheço mais.
Olá, estranho." - Soffia Catherine, NH
Você nem sente nada não é? Isso me irrita tanto. Como uma pessoa pode estar morrendo de um lado a a outra tão..indiferente? Se ao menos você NÃO soubesse, eu poderia entender. Eu poderia aceitar.
-and so i say i dont care; oh.. it kills me. its a lie that sets ME free.
Já falaram que seria difícil. Mas não que seria assim.
Agradeço todos os dias, quando percebo que acordei. E que na noite passada, senti você escorregar da minha mente enquanto durmia. Espero ansiosamente o dia em que você saia por inteiro. e ai , poderemos ser bons amigos. e só amigos finalmente. Por mais que você queira. ele vai teimar em ficar ai agarradinho com seus pensamentos mais.. banais. É difícil. acho que este é o tipo de coisa que só melhora com o tempo. Deveriam vender TEMPO na farmácia.Hoje, eu quase nao pensei em você, cookies.
E é esse QUASE que me mata.


